sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Tempos de crise


Crise é a palavra da vez em qualquer jornal, TV, internet ou conversa... Já faz parte do momento histórico e econômico, não há como negar.
O que muda é a maneira de lidar com ela, enquanto alguns setores ganham, outros perdem. Para alguns é momento de parar e esperar, outros são proativos e descobrem oportunidades.
Na verdade crises acontecem o tempo todo, em todos os setores, inclusive no pessoal. Claro que crises econômicas, de efeito mundial tem repercussão astronômica.
A maioria de nós, já ouviu dizer que crise faz crescer. Se a família, o casamento, a pessoa passa por uma isto significa que haverá crescimento na respectiva área.
Mas, não é assim que funciona!!
A crise pode acontecer, mas se você (ou a família, o casamento, ou qualquer outra área da vida) irá crescer é uma decisão.
Sim! Você pode fazer dela uma escada para crescer ou pode brigar (com Deus, com a sociedade, com o outro, com você mesmo), pode tentar achar um culpado pela dor e se afundar cada vez mais. A escolha é sua.
Nos momentos em que a crise aparece é preciso avaliar o que aconteceu, como aconteceu e, embora se pergunte sempre, nem sempre existe resposta para o por que, mas com certeza você pode decidir para quê.
Decida que você pode evoluir mesmo em tempos de crise!
Como diz Carlos Drumond de Andrade; “A dor é inevitável, o sofrimento é opcional.”

Imagem: Google Images

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Mensagem (Charles Chaplin)



“Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje. Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando o desperdício.
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.”


Neste final de ano lembre-se de agradecer pelos acontecimentos e faça planos para melhorar.
Lembre-se, mudanças acontecem aos poucos.
Escolha como você irá continuar em 2009!!
Feliz natal e feliz 2009.

Obrigada pela sua visita, pelo seu carinho!

Abs, Janaina
(Foto: Pampulha, BH - arquivo pessoal)

domingo, 16 de novembro de 2008

Chuvas de verão


Estamos em plena primavera-verão, o que nos faz sentir muito calor! Tempo abafado e parece que nada alivia. Nessa época são comuns as chuvas de verão, de repente elas caem como aguaceiro e vão embora, na mesma rapidez, deixando a sensação de frescor e um ar mais respirável.
O céu pode escurecer a qualquer momento, parece que o dia vira noite e a chuva vem, levando tudo que encontra pela frente e, em alguns casos acompanhada de inocentes pedrinhas de gelo que conseguem fazer um estrago por onde caem.
O que isso tem a ver com nossas vidas?
Assim como chuvas de verão são alguns acontecimentos em nossas vidas, acontecem de repente e nos pegam desprevenidos. Alguns são agradáveis, dão uma refrescada! Você olha para a vida com outro olhar, mais colorido, mais leve. Suas esperanças e expectativas se renovam. Você começa a sonhar de novo, a fazer planos.
Entretanto, em outros momentos as chuvas vêm destruindo o que encontra pela frente. Os projetos, os sonhos parecem que não fazem nenhum sentido. Você olha e só consegue ver restos e a certeza de que não há nada a fazer.
Mas mesmo após a tempestade há algo a fazer, é preciso parar e contabilizar o prejuízo, descobrir o que deve ser jogado fora e o que pode ser reaproveitado. O que fazer para reconstruir, às vezes é preciso contar com apoio de outras pessoas. Afinal, o sol vai brilhar novamente.
Imagem:www.olhares.aeiou.pt (streetdog)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

O desafio do vestibular


A temporada dos vestibulares está aberta. Ainda que o vestibular de fato só aconteça nas universidades federais, pois em algumas faculdades privadas é um processo seletivo com (praticamente) assegurada a passagem. Questões político-educacionais à parte, não é disso que quero escrever.
O vestibular desencadeia várias questões para os adolescentes na transição para o mundo adulto, mediada pela escolha de uma profissão (nesse caso um curso superior ou tecnólogo). Implica em escolher a profissão que para alguns soa como uma sentença de “algo para toda vida” ou “algo que o sucesso seja garantido”. Outros se sentem à vontade para “algo que goste e faça sentido no mundo”, para outros “seguir a tradição familiar”.
Fato é que o momento traz para as famílias a certeza de que o adolescente está crescendo e pode assumir (e deve) responsabilidade por sua vida.
Para muitas famílias é um momento de angústia, a escolha do adolescente levanta questões guardadas e não discutidas; como por exemplo, as escolhas dos próprios pais, frustrações profissionais e outras situações. Não é à toa que o processo do vestibular mobiliza tanto os envolvidos.
Qualquer escolha é difícil, ao se optar por um caminho abre-se mão dos demais. E esse é o caminho que cada adolescente irá fazer, cabe aos pais liberarem os filhos para a árdua - mas gratificante - tarefa de serem responsáveis pelas escolhas e cabe aos filhos assumirem tais responsabilidades.
Nenhuma escolha significa que não possa ser revista, mas é preciso se conhecer, se informar e ter espaço na família para a troca de idéias há chances do processo do vestibular ser um momento de crescimento para todos.
Imagem: Google images

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Ipês (Florescendo na seca)



Tenho observado os ipês....os rosas estão floridos...simplesmente maravilhosos.
O mais interessante é que as árvores ficam completamente secas e aí aparecem os buquês de flores...quanto mais secas, mais flores nas árvores.
E por um capricho, se você corre e não “perde” tempo em olhar para cima, as flores caem e deixam um tapete em meio às ruas agitadas da cidade. Para aqueles que não olham para cima, resta uma opção de pisar sobre belas flores.
Tal como os ipês, todos passamos por estações de seca, sem folhas, sem expectativas..
Não há ninguém que passe pela vida sem momentos difíceis, eles podem ser nomeados como perda de trabalho, de alguém que se ama... Mas eles podem não ter uma ‘razão’, o que não impede de estar machucando, por exemplo a perda da esperança, a tristeza sem saber porque, aquele aperto no peito que (aparentemente) não tem motivo!
Não importa, dói! Mas há possibilidade de florescer no meio da sequidão. Uma das decisões é não brigar com a vida, não adianta ficar se lamentando e dizendo que não merece, que aquilo não podia acontecer. Aconteceu! A decisão de como enfrentar é de cada um, é sua.
Não é verdade que momentos difíceis fazem as pessoas crescerem. Tais momentos PODEM levar ao crescimento, depende de como será enfrentado, como você irá lidar com eles.
Em meio às adversidades você pode armazenar forças para florescer para si e para outros.

Imagem: Google images

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Homens


Achei que faltava, nesse blog, um texto para (sobre) os homens.
Não é incomum ouvir a pergunta: O que está acontecendo com os homens?
Acredito que eles estão em processo de evolução (vocês não acharam que eles iam ficar parados no tempo?).
A tal da revolução feminina (já discutida por aqui) colocou homens e mulheres em combate. Eles foram descartados como se não tivessem valor algum. As mulheres proclamaram aos ‘gritos’ que não dependiam de homem algum, eram auto-suficientes....
Os homens não sabiam como agir, o que fazer com tudo que havia sido aprendido desde tempos e tempos?! Que lugar eles iriam ocupar?
Se não eram provedores, o que seriam? Se a idéia do macho, cercado de mulheres, não era mais bem vista, o que fazer?
Enfrentaram uma batalha e tanto....Se abriam a porta do carro (era frescura), se não abriam (não sabiam como tratar uma mulher)... chegou a vez deles perguntarem: Quem eram? O que fazer nesse ‘novo mundo’? O que as mulheres querem?
O importante é que, como todo caçador, não desistiram e estão se descobrindo. Descobrem que podem ser gentis, sensíveis, criativos, trocar fraldas, cozinhar, lavar, e uma longa lista... e tudo isso sem perder a masculinidade.
Ser homem é muito mais do que ser ‘macho’; essa fase tem passado. Ser homem, é ser humano! Isso significa que eles sofrem, têm medo, amam...
Essa é a evolução dos homens. Perfeitos? Jamais!
Complexos? Muito! (Também somos)
Com a palavra, os homens...

Imagem: Google images (Oliver na cozinha)

domingo, 6 de julho de 2008

Carência afetiva e alimentação


As histórias sobre comida são ricas e variadas, indo além pode esconder questões importantes: quando se está triste logo se apresenta uma canja, leite quente, docinho... a comida ocupa o lugar do diálogo, do parar e ouvir qual é a dor do outro; ou então a dor é ‘ouvida’ mas abafada pelo alimento ‘coma que isso passa’. Adoce sua vida.
Assim se cresce, aprendendo que comer alivia o sofrimento, traz novas sensações...aos poucos começa a empanturrar de comida, já que a dor continua ali...é preciso comer mais para evitar que ela apareça.
É mais fácil evitar a dor responsabilizando a comida...assim ao se sentir rejeitado(a), a pessoa racionaliza que isso é porque está acima do peso, quando emagrecer será diferente.
A comida é a companheira para todos os momentos, não reclama, não vai embora quando mais se precisa dela, não abandona.
Os regimes não funcionam porque comida e peso são sintomas, não os problemas.
A comida ocupa o tempo. Engordar e emagrecer, regimes...tornam uma montanha russa emocional. Você se odeia por comer demais e quer emagrecer, ou quer acabar com você porque come demais. Sofrer é uma maneira de estar no mundo.
Qual a dor que a comida esconde?
Qual a sensação não pôde ser vivida?
A pessoa vive com a sensação de quando for magra conseguirá conquistar aquilo que deseja. Será?!!
Imagem: Google images