sexta-feira, 27 de abril de 2012

Sob o sol da Toscana

Perdas, dores, decepções....quem nunca vivenciou tais momentos.
A sensação de que o mundo caiu, o tapete foi puxado e ficamos sem nenhum ponto de apoio....nesses momentos parece que a possibilidade de reconstrução não existe.
Ficamos secos!
No filme Sob o sol de Toscana, tal sensação é maravilhosamente simbolizada. Após um divórcio, a personagem (Frances) vê seus projetos, sonhos, investimentos em um relacionamento desaparecerem diante de si...só restam a dor, a mágoa, a decepção, a raiva...
A primeira solução é lamentar-se, chorar, ter pena de si mesma... momentos que podem parecer úteis por um tempo...mas não para sempre!! A vida continua... parece clichê, mas é verdade. O mundo não pára por causa de nossa dor.
O segundo momento de Frances é investir em um novo projeto....a compra de uma casa em ruínas...nada mais simbólico para retratar como ela mesma se sentia.
Sutilmente o filme exibe uma torneira: sem água, enferrujada...falta vida. Frances também estava assim, sem o movimento e a beleza das águas...sem vida. Nada mais vital do que a água, nada mais maravilhoso.
A reconstrução da casa nos leva a caminhar junto com Frances na reconstrução de si mesma: novas possibilidades, novos sonhos, novos amigos, novos amores....
E a torneira começa a pingar.... há possibilidade! Sim, mesmo após as perdas, há possibilidades de recomeçar...é preciso se ver, se ouvir, se amar.
Aos poucos a torneira começa a jorrar água...traz vida! A casa ganha calor, alegria, amor.....a água inunda a vida de Frances.
Como você tem vivido? Há espaço para novos projetos em sua vida? Você parou em algum ponto e continua se consumindo na raiva, mágoa, sua torneira não tem uma gota de água?
Reconstrua.... 
(Texto escrito e publicado no blog em 2007)

3 comentários:

Anônimo disse...

Perdas. Pensando nelas, veja o que sugere Elizabeth Bishop: A arte de perder não tarda aprender;/tantas coisas parecem feitas com o molde/
da perda que o perdê-las não traz desastre. Perca algo a cada dia. Aceita o susto/de perder chaves, e a hora passada embalde./A arte de perder não tarda em aprender. (...) Gostei muito do blog, Janaina. Abraços, Heloá.

Heloisa Avelar disse...

Jana Querida! Parabéns mais uma vez, seu Blog é um sucesso! Sempre passo por aqui...Um grande abraço! Helô

Heloisa Avelar disse...

Jana Querida! Saudades!!!!Parabéns , seu Blog é um sucesso, passo sempre por aqui...
Bjokas
Helô